Hoje é dia de emoção pra mim aqui  no blog! AMO vir aqui mostrar os casamentos de vocês, mas quando esse casamento é de uma pessoa especial… É inegável que a emoção duplica, né?

Conheci a Maíra em um evento do blog (saudade desses encontros presenciais!!) e depois que o evento acabou a gente engatou num super papo, percebemos afinidades e eu já fui toda empolgada palpitar no casamento dela. Começou a sessão palpites! Volta e meia eu aparecia para dar pitacos no casamento da Maíra.

Acreditam que eu até fui convidada para o casamento? Querida demais, ela, né? Eu não pude ir mas acompanhei tudo pelas redes sociais dela e da Renata, da Conto de Vista, que foi a celebrante (MARAVILHOSA!) e foi um dos casamentos mais cheios de sentimento que eu pude acompanhar!

Bom, acho que essa historinha foi só para vocês entenderem a minha alegria e emoção em postar esse casamento aqui. Os detalhes a própria Maíra conta pra gente… Vem suspirar!

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Eu falo que a Bel é minha fada madrinha real!

Já acompanhava o blog há algum tempo e me mudei para BH mais ou menos na mesma época em que começaram os preparativos para o meu casamento. Foi então que tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente em um encontro de leitoras do blog e trocar ainda mais figurinhas sobre casamento com ela, rainha acessível!

Foi com as dicas da Bel que encontrei meu vestido de noiva dos sonhos e minha celebrante maravilhosa (duplinha que, definitivamente, ganhou meu coração). Por isso, é uma honra e um prazer para mim compartilhar um pedacinho do meu casamento por aqui.

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Aquele era o NOSSO dia

Sempre sonhei em me casar ao ar livre e, desde que visitamos a Pousada Avalon (em Patos de Minas, minha cidade natal) pela primeira vez, o Bruno teve certeza de que nosso casamento tinha que ser lá! A primeira data que tentamos marcar era no dia do aniversário dele, em setembro, mês considerado bom para casamento no campo. Também seria próximo de um feriado, o que era importante pra gente, por termos muitos convidados de fora.

No entanto, já não havia mais disponibilidade para essa data. O feriado mais próximo em que o local estaria disponível seria em novembro, mês do meu aniversário, quando já haveria risco de chuva, e isso me atormentou durante todo o tempo dos preparativos (aproximadamente um ano).

Comprei a Folhinha de Mariana (minha mãe ouviu falar que era a previsão do tempo mais confiável), que programava para o dia 04 de novembro de 2017, “tempo quieto” (agora me diz: que raios isso significava???), encomendei uma previsão meteorológica online, que apontava risco de chuva na parte da manhã e pensei em mudar a data inúmeras vezes, mas algo me dizia que aquele era o NOSSO DIA!

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Amanheceu chovendo

Na noite anterior ao casamento, eu e o Bruno dormimos em um hotel (o mesmo em que a maioria dos convidados estava hospedada) e, logo cedo, antes que eu abrisse as cortinas e visse a chuva, minha mãe me ligou para me tranquilizar. Sim, amanheceu chovendo…

Eu tentei ficar bem tranquila e, mais ou menos da hora do almoço, minha cerimonialista me ligou avisando que estava tudo sob controle e que já tínhamos um plano B esquematizado para que a cerimônia ocorresse dentro do salão, onde seria a festa.

Claro que ninguém quer o plano B, mas eu entreguei nas mãos de Deus e sosseguei meu coração.

Fui para Pousada bem mais cedo para me arrumar, porque lá tem um espaço de salão de beleza e minha cabeleireira-maquiadora-prima-irmã-madrinha de casamento-mãe da daminha que levou as alianças, fez minha produção lá.

Quando cheguei, estava chuviscando… Fiz uma simpatia para Santa Clara (uma grande amiga que me ensinou), almocei, entrei para o salão e relaxei.

Quando meu fotógrafo chegou para começar a registrar a minha produção, ele falou: “Você já olhou lá para fora? Seu santo é forte, nunca vi uma coisa igual!”. Estava quase na hora, o tempo se abriu, o céu limpou completamente e o sol, que era meu convidado de honra, finalmente deu o ar da graça. Meu pai tirou uma foto que me enviou depois dizendo que não acreditava no que via, uma luz maravilhosa incidiu na passarela momentos antes da nossa entrada. Salve Santa Clara! Não choveu mais até o fim da festa.

No dia seguinte, caiu o mundo de água, parecia que estava mesmo só esperando…

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Tudo muito além das nossas expectativas

Eu não sei se um dia saberei expressar em palavras a gratidão que senti e sinto, não só por ter conseguido realizar esse grande sonho, mas porque foi tudo muito além das nossas expectativas.

Eu me emocionei quando entrei no salão e vi a decoração pronta, chorei de novo quando recebi meu buquê e simplesmente não sei explicar o que senti ao ver nosso amor impresso em cada detalhe: cada cantinho tinha “nosso dedinho”, nossa cara e nosso empenho para fazer aquele sonho ser real. É indescritível a sensação!

Além disso, ver tantas pessoas queridas, de tantos lugares diferentes, reunidas ali por nós, foi muuuito emocionante. Esse foi um dos grandes motivos de não termos desistido de fazer uma festa de casamento. Eu e o Bruno nascemos em cidades diferentes (nos conhecemos na universidade) e já moramos em vários lugares, deixando amigos espalhados por esse mundão afora. Muito provavelmente, essa era nossa única chance de reunir (quase) todas essas pessoas. E como valeu a pena!

Outro objetivo que a gente tinha era aproximar mais as nossas famílias, já que, como mora cada uma em um lugar, não temos aquela convivência diária. E foi lindo ver a sintonia e o amor fluindo entre nossos pais, irmãos, tios, primos e amigos. Nós tínhamos ali as nossas pessoas preferidas no mundo! Essa energia fez toda a diferença, todo mundo sentiu e comentou isso.

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Essa união começou a se fortalecer ao longo dos preparativos.

Como a Bel fala, à medida que o grande dia se aproxima, recebemos uma “chuva de amor” — e muitos nós familiares foram sendo desatados durante os preparativos.

A gente não pensava em casar na igreja, e na minha cidade os padres não celebram fora dela, mas sabíamos que, tanto para a minha família quanto para a dele, ambas católicas, isso era muito importante.

Então eu tive uma ideia: há uma pequena capela que fica em um convento de Irmãs Carmelitas que eu frequento desde criança, e se tornou um lugar muito especial para mim, porque lá eu sinto uma paz verdadeira. Uma das freiras, Irmã Joana, é minha madrinha de oração, uma pessoa com quem tenho uma relação de muito carinho e confiança. Perguntei a ela se haveria possibilidade de eu e o Bruno nos casarmos lá e, para nossa surpresa e felicidade, conseguimos autorização para realizar a cerimônia.

Marcamos para o dia anterior ao “casamento oficial”. Foi uma celebração bem simples, exatamente como era nossa vontade, com a presença de umas 30 pessoas (a capelinha é bem pequena), ou seja, só os familiares e amigos mais próximos MESMO.

De lá, seguimos para almoçar todos juntos e comemorar.

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Organizar um casamento a distância é uma experiência duplamente desafiadora.

Foram muitas viagens a Patos para reuniões com os fornecedores, noites mal dormidas pensando nas contas, fins de semana dedicados a montar as lembrancinhas dos padrinhos, criar o site, escrever os votos…

Desde a escolha das músicas da cerimônia até a do cardápio da festa, tudo foi feito com muito amor e para representar quem nós somos como casal. E que delícia foi compartilhar isso com tanta gente querida!

Conseguimos fazer praticamente tudo do jeitinho que sonhávamos porque pesquisamos MUITO, nos envolvemos em cada etapa e cuidamos de cada detalhe… E o Bruno o tempo todo controlando e me lembrando do orçamento! rs

Ouvimos vários palpites que os casais costumam ouvir, como “gastar dinheiro com festa é bobagem”, “por que vocês não pegam esse dinheiro e viajam?”, “vocês não têm nem casa própria ainda!”, “o povo ainda sai falando mal depois” etc.

Nem acho que as pessoas fazem por mal, às vezes elas acham que estão ajudando mesmo ou só repetem coisas que estão acostumadas a falar ou ouvir por aí, sem pensar muito. O fato é que decidimos seguir nosso coração e lutar pelo que queríamos naquele momento.

Casa ainda vamos comprar, viagens ainda faremos muitas, se Deus quiser, mas o que vivemos e compartilhamos nesses dias do(s) nosso(s) casamento(s), foi único, inesquecível e ficará marcado para sempre!

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Foi essencial também poder contar com excelentes profissionais.

Acertamos muito na escolha dos fornecedores e não nos arrependemos de nada…

Se fôssemos fazer um casamento hoje de novo, contrataríamos exatamente os mesmos! Isso nos deixou 100% seguros e no dia a gente ficou totalmente à vontade para simplesmente curtir e aproveitar nosso momento, sem precisarmos nos preocupar com nada, e realmente curtimos cada minuto.

Além de termos escolhido com o coração, fizemos questão de manter uma boa relação, de respeito e confiança no trabalho deles. Por mais que isso seja básico da vida, faz toda a diferença!

Eu falo que aprendi tanta coisa com a organização do nosso casamento que poderia escrever um livro. Hoje a minha visão e a minha postura como convidada de um casamento, por exemplo, é totalmente diferente. Recebeu o convite? Agradeça! Vai comparecer? Confirme presença! Não vai poder ir? Avise antes, se possível, ou mande uma mensagem depois. Isso mostra consideração pelo casal que fez questão de te incluir em uma lista que é feita, muitas vezes, com muito sofrimento, deixando tantas outras pessoas queridas de fora.

frufru

A cerimônia da Renata é um capítulo à parte.

Ela desperta na gente sentimentos tão intensos e tão genuínos que você se sente flutuando e com os pés bem fincados no chão ao mesmo tempo… Como vi em comentário no Instagram dela um dia desses, a gente se sente até um casal melhor se vendo pelo olhar dela. E ela nos apelidou de “Furacão” (eu, Maíra) e “Passarinho” (Bruno) sem saber que o nosso topo do bolo era um casal de passarinhos e que a estampa dos chinelos que distribuímos na pista de dança também era de passarinhos…

Foi muito choro e riso, e muitos dos nossos convidados falaram que foi a cerimônia mais linda que já viram na vida. Hoje, vendo as fotos e vídeos (não me canso nunca!), eu tenho um sentimento de realização plena e fico tentando me teletransportar de volta para aquele que foi, sem dúvidas e com o perdão do clichê, o dia mais feliz da minha vida.

Eu e Bruno já morávamos juntos há 2 anos quando nos casamos, mas eu sempre achei importante oficializar e, principalmente, celebrar o amor.

Inauguramos uma nova fase em nossas vidas e não poderia ter sido melhor.

Maíra”