Mais um casamento personalizado. Mas de verdade! Daqueles que a gente, mesmo sem conhecer os noivos, consegue ver a autenticidade deles no casamento! Que se respeitaram e respeitaram seus valores na hora de pensar no ritual do casamento.

Que viram a importância de se celebrar esse momento, mas não de qualquer jeito. Do jeito certo, que é sempre, o jeito de cada um.

Noiva de óculos, sem a história de “noivo não pode ver a noiva antes do casamento”, sem vestido todinho branco e várias outras tradições que a gente escuta por aí que “tem que ter” e – por isso mesmo – tão autêntico, verdadeiro e lindo. Me emociono com casamentos assim, sabia?

frufru

“No instante em que se decide a sorte do futuro sentimental do casal humano, instante que se pode produzir espontaneamente ou após um tempo mais ou menos breve de observação, contemplação e entusiasmo, é indubitável que uma comoção delicadamente sensível enleva as partes, ao colocar definitivamente a imagem querida no lugar de honra dentro do coração. A partir dali, o amor seguirá o curso que cada um seja capaz de lhe imprimir.” (do livro O Senhor De Sándara)

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Como foi a decisão deles

No caso de Lília e Leo, esse tempo não foi nada breve. Namorados há 9 anos e sem reservas financeiras. Foi assim que ficaram noivos, em um pedido emocionante em Florianópolis, no dia 28/10/2015. Voltando para Belo Horizonte, engataram uma conversa sobre a seguinte pergunta:

– E aí? Qual será a data?

– Com as nossas reservas financeiras, pensei em uns 3 anos. – disse o noivo, bem assustado.

– O QUÊ??? Acho que não escutei bem!! Pensei que iríamos nos casar no dia 28/10/2016, quando completamos 10 anos de namoro. – Lília gritou.

– É, mas isso é impossível. Vamos viver de quê? – disse Leo, sem esperanças.

– Não sei, mas vou achar uma alternativa. – disse Lília, decidida.

Ao longo dos primeiros meses de 2016, muito aconteceu. A defesa de mestrado da noiva foi em março e, logo depois, ela abriu uma empresa com a mãe, para ajudar os colegas que tinham dificuldades com a escrita e formatação das teses e dissertações. Em seguida, já vinha o processo seletivo do doutorado! O noivo, por outro lado, ficou às tontas com o mercado profissional da engenharia, que ia de mal a pior.

Decidiram, então, que o casamento no cartório era o suficiente. Festa para quê?? Você, leitor(a), já deve estar sabendo pelas fotos que não foi isso o que aconteceu…

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Mas era sim, uma data para se comemorar

Passados dois meses da decisão e, depois de muitas conversas com familiares e amigos que os apoiaram, por entenderem que, às vezes, nem era mesmo caso de comemorar, Lília e Leo começaram a perceber que existia ali um pensamento que não estava certo. Era o velho conceito de que casamento é “Game Over”. Acontece que, para os noivos, era sim uma data a se comemorar e então, novamente, tentaram pensar no que conseguiriam fazer, mas ainda sem uma certeza.

No dia 29/06/16, ou seja, 4 meses antes da data e sem nada preparado, uma amiga dos noivos veio a BH escolher seu vestido de formatura, no ateliê da tia do Leo, Márcia Valente. Lília já tinha provado alguns vestidos, mas nem sabia ainda se poderia pagar qualquer tipo de comemoração, então não estava muito animada.

Eis que surge tia Márcia com um vestido, falando:

– Achei, pode provar!

Lília olhou desconfiada para aquele vestido todo azul, que no cabide ficava sem forma. Mas vesti-lo mudou tudo a partir daquele dia. Emocionada, gostaria de usá-lo para sempre. Combinada a troca da saia azul por uma branca, os noivos (sim, Leo estava lá também! Nenhuma tradição foi respeitada nesse casamento) saíram com uma sensação de que, agora, a festa teria que acontecer.

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Um objeto pode mudar tudo e, nesse dia, foi o que aconteceu.

Em menos de 4 meses, o trabalho foi exaustivo para que pudessem arcar com a festa e, mesmo assim, tiveram a colaboração de muitos, com doações e descontos muito generosos. Contar com a reserva financeira do site iCasei também foi essencial nos primeiros momentos da vida conjunta.

Ambas as famílias se engajaram para que os três dias de festa – ou casamento indiano, como apelidado pela mãe da noiva – fossem dias muito tranquilos. O primeiro foi o casamento civil (28/10/16, a data da discussão do início, lembra?), com sessão de fotos na Praça da Liberdade e um almoço em um restaurante da capital, seguido por muita arrumação no apartamento e no local da festa, que era, nada mais, nada menos, que a casa da tia Márcia, um apartamento no bairro Vila da Serra, em Nova Lima.

No dia 29/10/16, depois de muita arrumação, a cargo da maquiadora Keu de Oliveira e da cabeleireira Gabriela Alves, a cerimônia foi realizada no espaço decorado pela família do noivo, no meio da tarde mais fria de 2016, com a coordenação de Lília e Leo e a participação de uma amiga, da mãe da noiva e dos irmãos dos noivos, que falaram o que sentiam com aquela união.

Os convidados foram recepcionados no corredor do prédio e, apenas após a entrada conjunta dos noivos e as falas dos presentes, abriu-se o salão para a festa, que consistia em fazer o que todos mais gostavam: conversar muito, ao som das lindas vozes do Markin, um dos melhores amigos do irmão da noiva, e de sua namorada, Camila. A dupla homenageou o pai da noiva, já falecido, e até o primo da noiva cantou um pouquinho porque, em festa de família, pode tudo.

A comida, um caso à parte, fez com que todos se apaixonassem pela culinária vegana, opção de vida da noiva e desafio aceito pelo Buffet Casa do Chef, em trabalho conjunto com a Chocolate Lab. Os pratos salgados se dividiram entre a culinária onívora e a vegana, enquanto os doces e o bolo foram elaborados sem nenhum traço animal, mas com um gosto sensacional.

Às nove da noite, tudo já havia se encerrado, já que o dia seguinte ainda contaria com a visita de mais de 30 amigos ao novo apartamento, um evento muito gostoso e sem custos, com o que sobrou de sábado.

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Três dias não tradicionais:

a noiva fez sua própria maquiagem e cabelo no dia do cartório, manteve seu nome sem alterações e optou, como advogada, pelo pacto antenupcial; o noivo viu o vestido – que não era todo branco – várias vezes, esteve presente durante a arrumação e ainda cozinhou o almoço para todo mundo; juntos, receberam os convidados antes da cerimônia e coordenaram o próprio casamento; a decoração foi surpresa (a noiva não sabia como seria, só os fornecedores e a família do noivo) e o buquê também (a cargo da tia da noiva); não fizeram brinde nem serviram bebidas alcóolicas além de cerveja (uma concessão ao pai do noivo); optaram por doces e bolo exclusivamente veganos, sem bem-casados; o buquê não foi arremessado; fecharam o salão às 21:00 e voltaram no dia seguinte para limpar tudo; receberam vários amigos na própria casa no dia que, tradicionalmente, é considerado de núpcias; entre muitas outras transgressões que foram feitas com alegria e consciência de que o momento é de quem está casando e que cabe a eles decidirem tudo.

Em destaque, as profissionais que compreenderam com perfeição a ausência de “tradicionalidade” e ajudaram a arrumar, planejar e documentar esses dias mágicos: Keu de Oliveira e Gabriela Alves, que aceitaram com prontidão o serviço de maquiar e pentear uma noiva que sabidamente iria usar óculos na festa; Isabelle Jungton, fotógrafa e amiga querida, que voou lá de Curitiba para fotografar com leveza esses momentos; Clara Antunes, da Uva Rosa Filmes, com quem o casal teve uma conexão imediata, visível no vídeo (que também contém imagens aéreas da FilmAir, cedidas pela família Finelli); e Aurora, do Aurora Nardi Cerimonial, que provavelmente ficou chocada com tanto untraditional, mas atuou de forma perfeita.

O resultado você pode conferir no vídeo e nas fotos! Se está pensando em deixar de fazer uma comemoração por questões financeiras ou porque quer algo fora do tradicional, quem sabe não está na hora de mudar de ideia? Ofendendo a tradição menos importante para quem quer casar, a de não falar de dinheiro, ainda dá pra contar que o custo total dos três dias foi de pouco menos que R$15.000,00.

Esperamos que gostem! Com afeto, Lília Finelli, Leonardo Valente, Lola e Fox (gatinhos que nos acharam no mês do casamento, porque a emoção dos eventos não estava suficiente).

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